quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Opinião: Geração Ubuntu e software livre em geral.

O Linux tem passado por um amadurecimento constante desde que o conheci, em 2003. De lá pra cá, muita coisa mudou. Hoje já não há tantos xiitas, isto é, pessoas que pregam o uso do software livre mesmo que não atenda as suas necessidades, reduzindo o uso de um software a simples militância e caça as bruxas. Eu particularmente uso software livre porque costuma ser melhor que o proprietário. eu jamais fui ou pretendi ser um evangelista do software livre. Apenas quero usar bons softwares, por isso faço questão de usar os melhores softwares livres e os melhores softwares proprietários existentes para Linux, como a Steam e mais de 100 jogos existentes na minha biblioteca. Uso os sotwares livres KDE (suite de aplicativos e DE), Amarok, Rekonq também. Não acredito que a vitória de um dos modelos seja boa e não abro mão de usar dos dois modelos, pois cada um é melhor para um nicho (Se alguém conhecer um Software livre melhor que o Libre Office e um proprietário melhor que Counter Strike Source me avise). Acho desnecessário linhas de pensamentos coma a da citação abaixo:

"Deveríamos ter mais GNU e menos Linux, mais Zimbra e menos Gmail, mais Duckduckgo e menos Google, mais Diáspora e menos Facebook. Nós íamos mudar o Mundo, mas foi ele quem nos mudou. Sejam todos bem-vindos à Comunidade Software Livre! O movimento está parado no Face, usando Gmail, à bordo do novo Ubuntu e gritando: me deixem em paz!Fonte

Se o objetivo é manter vivo o Software Livre, então deveríamos nos preocupar em contribuir nem que seja apenas financeiramente. Ter mente aberta não quer dizer que você precise deixar de contribuir com o software livre. E não, não deveríamos ter menos Linux, sem o Linux teríamos o que? O Hurd? Ou os *BSD? Melhor que seja mais Linux + DE + e Libre Office mesmo! Com todo respeito ao projeto GNU, Linux sem GNU ainda será um sistema operacional livre, esses componentes podem ser substituídos. GNU sem Linux é o quê? fora do Linux praticamente ninguém (ninguém mesmo) usa ferramentas GNU, as únicas coisas relativamente conhecidas fora do Linux são o Gimp e o GCC. Já aqui, temos uma anedota:

"Em meados da primeira década do século XXI, a FSF e uma série de visionários vislumbraram um futuro onde o Ubuntu se popularizava de tal forma que muitos usariam GNU/Linux sem nem mesmo saber o que era isso. Alertaram a todos sobre os riscos da quantidade e disseminação desqualificada, ou seja, muito Linux e pouco GNU, muito uso e pouco entendimento, muito código e pouca filosofia, muito compartilhamento e pouca liberdade: o triunfo do Open Source sobre o Free Software." Fonte



Ou seja, de acordo com esta citação, pouco importa se é o que o usuário quer ou não, ele é OBRIGADO a entender a filosofia e a programação para usar o SL. Uma visão que beira ao fanatismo religioso. Nem todo mundo quer ou tem tempo para aprender a programar. Nem mesmo eu que sei programar, tenho tido muito tempo para isso, tenho que trabalhar num emprego remunerado, a conta de Luz não vai se pagar sozinha. Concordo que as pessoas devem contribuir com o software livre, MAS de acordo com aquilo que podem oferecer em troca do trabalho das equipes por trás dos projetos, e neste momento, isso se resume a duas coisas: Doar dinheiro e testar alphas e betas quando sobrar tempo. Eu quero apenas utilizar o softwares livres e contribuir da forma que der para contribuir e quando der, não transformar isso numa ideologia política. Esse tipo de coisa não se justifica.