Você já parou para se perguntar o por que do Brasil não se desenvolve?
Dica. Não é por causa de um complô imperialista, ok? Pois bem, peguei esses trechos quem dizem respeito a um passado longínquo e é parte da explicação:
"Sem o apoio dos fazendeiros, liberados agora do trabalho escravizado, a monarquia tentou apoiar-se em novos setores sociais. Sobretudo, tentou galvanizar a simpatia da população negra que vira em forma alienada a princesa Isabel como a redentora da escravidão, e esperava que o III Reinado lhes garantisse melhores condições de existência. Visões e esperanças reforçadas pelo monarquismo de importantes líderes abolicionistas – Joaquim Nabuco, André Rebouças etc.
Em junho de 1889, o gabinete liberal-reformista de Ouro Preto apresentou programa que procurava adaptar a monarquia à nova situação – voto secreto; ampliação do colégio eleitoral; liberdade de culto e de ensino; autonomia provincial. A pouca atenção dada às reivindicações federalistas e, sobretudo, às propostas de distribuição de terras entre pobres e ex-cativos aceleraram a conspiração republicana, fortalecida com o fracasso eleitoral dos conservadores, partido dos grandes banqueiros, comerciantes e fazendeiros.
O golpe militar de 15 de novembro de 1889 pôs fim ao impulso reformista do movimento abolicionista. A monarquia caiu por terra como um edifício institucional já sem fundamentos. Nenhuma grande facção proprietária apoiava mais a monarquia. A primeira constituição republicana sancionaria o novo reordenamento institucional da nação. A estrutura econômico-social agrária, exportadora e latifundiária, sustentada agora na exploração do trabalho livre, permitia a reorganização federal do Estado, realizando reivindicação das classes proprietárias velhas de setenta anos. O federalismo interessava aos grandes estados, que abandonavam as regiões pobres a sua sorte. Com a República, os conservadores vestiram a casaca republicana e retornaram ao poder.
A onda reformista do movimento do abolicionismo foi estraçalhada pela nova ordem federalista. A transição ditada desde as alturas gerava uma institucionalidade profundamente elitista. O novo Estado assumia uma essência conservadora, federalista, elitista e nulamente republicana, democrática e popular. Quando populações do Brasil levantaram-se, confusamente, contra uma ordem que compreendiam ser-lhes absolutamente madrasta – como em Canudos, no Contestado ou na revolta dos Marinheiros Negros – foram acusadas de barbárie e duramente massacradas, para que ficasse claro que a República era coisa para as alturas (ELITES). Realidade que se mantém imutável até os dias de hoje, 122 após a proclamação da República."
Outra parte da Explicação:
1964:
"Após a revolta dos marinheiros - que, para os militares, representou uma quebra da hierarquia - e o forte discurso no Automóvel Clube do Brasil, na reunião da Associação dos Sargentos e Suboficiais da Polícia Militar, o general Olímpio Mourão Filho iniciou, em 31 de março de 1964, a movimentação de tropas de Juiz de Fora, em direção ao Rio de Janeiro. Este foi o início da Revolução Redentora, um dos nomes dados pelos militares ao golpe de estado, que derrubou o governo de João Goulart .
No dia 1º de abril de 1964, Jango retornou a Brasília e, de lá, para o Rio Grande do Sul. Brizola sugeriu um novo movimento de resistência, mas Goulart não acatou, para evitar "derramamento de sangue" (uma guerra civil). Jango exilou-se no Uruguai e mais tarde na Argentina, onde veio a falecer em 1976. No dia 2 de abril, o Congresso Nacional declarou a vacância de João Goulart no cargo de presidente, entregando o cargo de chefe da nação novamente ao presidente da Câmara dos Deputados Ranieri Mazzilli.
No dia 10 de abril, João Goulart teve seus direitos políticos cassados por 10 anos, após a publicação do Ato Institucional Número Um (AI-1)."
Destruição da infra-estrutura do país:
"Com as diversas crises que o governo brasileiro enfrentou já no fim da década de 1970 durante a democratização, a RFFSA sofreu um grande abalo orçamentário. Durante toda a década de 1980, ela sofreu com a degradação da infra-estrutura e da superestrutura da via permanente e do material rodante que gerou uma grande perda de mercado para o modal rodoviário, mais eficiente na época, além de investimentos mal-realizados que geraram grande dívida à estatal. Em 1984, a Rede estava num desequilíbrio técnico-financeiro tão grande que já não suportava rolar a dívida contraída. No final da década, o orçamento da RFFSA era de apenas 19% do que foi no fim da década passada."
Desnecessária (e cara) construção de uma capital lá onde judas perdeu as botas:
"Entre 1959 e 1960, houve uma crise na obra de construção de Brasília. As verbas haviam acabado e JK entendia que não poderia terminar o governo sem construir Brasília. Ao pedir um empréstimo de 300 milhões de dólares para o Fundo Monetário Internacional (FMI)"
"JK também foi acusado diversas vezes de corrupção. As acusações vinham desde os tempos em que ele era governador, e se intensificaram no período em que ele foi presidente. As denúncias se multiplicaram por conta da construção de Brasília: havia sérios indícios de superfaturamento das obras e favorecimento a empreiteiros ligados ao grupo político de Juscelino. Outro caso rumoroso foi o da empresa aérea Panair do Brasil, pertencente a amigos de JK, que foi acusada de possuir um monopólio do transporte de pessoas e materiais enviados para a construção de Brasília. Durante a construção de Brasília, como a BR-050 ainda não estava pronta, grande parte dos materiais e equipamentos utilizados na obra eram transportados por aviões."
Resumo da Ópera, uma república desnecessária e que veio junto com caudilhismo e um banho de sangue, um golpe de estado para inflar o ego da linha dura do EB e transformar mafiosos em "vítimas" da ditadura, sucateamento do sistema ferroviário e o endividamento do país com uma capital, que não serve para nada. Ou seja, estamos F*didos.